Envelhecer com Saúde

Por muito tempo, envelhecer foi tido como algo malquisto pela sociedade e isso não só pela população mais nova, mas por preconceito dos próprios idosos. O fato é que a vida que levamos hoje, influencia diretamente no modo como levaremos nossas vidas amanhã. O que irá responder a essa pergunta é exatamente o modo de vida que levamos atualmente. O estilo de vida urbanizado oculta situações que podem ser prejudiciais para nosso processo de envelhecimento natural, que seria o envelhecimento sem a presença de doenças, em uma condição físico relativamente saudável.

 

O processo de envelhecimento por si só já traz uma série de alterações em nosso organismo, como por exemplo a redução da massa corporal, força e função muscular. A partir dos 40 anos ocorre uma perda de massa esquelética anual de cerca de 1%, além da funcionalidade do corpo, que acaba afetando a qualidade de vida do indivíduo. Com isso, aumentam as incidências de queda, desorientação, dependências, entre outros sintomas do avanço da idade. Outros sintomas são a redução da visão, paladar, olfato e audição, esquecimento, perda de memória e uma menor resistência a infecções, traumas ou medicações.

 

Se por um processo natural o organismo humano vai passando por mudanças e comprometendo sua condição ao longo da vida, isso pode ser ainda mais grave e acelerado dependendo do estilo de vida do indivíduo. Além disso, se você é uma pessoa que não pratica atividades físicas regulares e não cuida do que ingere, poderá estar deixando uma enorme brecha para a aproximação de novas complicações, tais como a doença de Alzheimer e o mal de Parkinson. É claro que o fator genético também pode ser um indutor de algumas doenças, principalmente as neurodegenerativas. Porém, não é a causa principal.

 

Estilo de Vida e Envelhecimento Saudável

 

Sabido que o estilo de vida é o fator crucial para aumentarmos nossa longevidade, é primordial que tenhamos uma alimentação mais equilibrada, tal como a propagada pelos cientistas, que é uma alimentação mais rica em fibras e frutos do mar. Uma alimentação de baixas calorias, redução de carnes e um maior consumo de grãos e integrais são ótimas alternativas para estimular a produção de proteínas e inibir a formação de radicais livres, agentes que contribuem para a morte de nossos neurônios. Além disso, estima-se que quadros de síndrome metabólica, pressão alta, diabetes, LDH alto e colesterol alto estejam diretamente ligados com o bom ou mau funcionamento do cérebro.

 

Quem mora em centros urbanos não tem muito como fugir dos maus hábitos alimentares e do estresse do cotidiano, mas o ideal é tentar relaxar sempre que possível e engatar o bom humor. Como grande parte da população sai para fazer suas atividades fora e ficam vulneráveis a uma série de condições insalubres, a prática constante de exercícios físicos faz-se mais do que essencial para resgatar o equilíbrio de nosso organismo, diminuindo a pressão arterial e induzindo o gasto calórico. De preferência, os exercícios devem ser feitos ao ar livre, em contato com a natureza, a fim de mantermos um contato com o meio ambiente e relaxarmos de forma mais efetiva.

 

O fator social também tem um papel importantíssimo para um envelhecimento mais sadio. Por isso, evite restringir suas atividades e deixar de fazer novas amizades, além de sair regularmente para a realização de diferentes tarefas. Mantenha o cérebro sempre bem ocupado através de leituras e o aprendizado de novas habilidades. Envelhecer e manter-se ativo é complicado e demanda, além de um maior esforço, um certo grau de conhecimento e comprometimento com o próprio corpo. Mas, felizmente, estudos mostram que estamos cada vez mais preparados para encarar o envelhecimento com bons olhos, saindo da ótica de que essa é uma fase de reclusão e inatividade e se preparando para aumentar a expectativa de vida e continuar desfrutando de muitos anos de novas experiências e descobertas.