Benefícios do sono

Ter uma boa noite de sono é mais do que dormir o mínimo recomendado pelos médicos, que são de 6 a 8 horas por noite, pois o que define se aquele tempo dormindo foi revigorante e satisfatório para preparar o organismo para um novo dia é a qualidade do sono. Pessoas que dormem pouco ou que possuem dificuldades em manter o sono, acordando várias vezes durante a noite em razão de distúrbios como a insônia e a apneia, devem procurar o auxílio de um especialista.

O sono de qualidade ruim pode desestruturar o metabolismo corporal e a produção de alguns hormônios, o que resulta no aparecimento de doenças físicas e psicológicas.

É durante o sono que o organismo produz hormônios como a leptina, responsável por controlar as sensações de fome e saciedade. Desse modo, aqueles que possuem um sono escasso e instável irão produzir quantidades menores e insuficientes de leptina, ocasionando uma ingestão maior do que a necessária de alimentos por aquela pessoa, pois o seu organismo não se sentirá satisfeito devido a carência dessa substância. Caso o problema não seja controlado, o quadro poderá se agravar e chegar ao estágio de obesidade, muitas vezes acompanhada de depressão.

Em contrapartida, as pessoas que possuem um sono profundo e sem interrupções podem beneficiar sua saúde em diversos aspectos, como:

  • - Melhora da capacidade física.
    O sono de boa qualidade estimula a produção do hormônio GH, que tem como funções, evitar o acúmulo de gordura corporal, manter o tônus muscular e combater a osteoporose, fatores que contribuem diretamente para melhorarem o desenvolvimento físico.
  • - Diminui os riscos de hipertensão.
    Segundo alguns estudos recentes realizados pela Universidade de Chicago, um sono tranquilo e ininterrupto é capaz de resultar em bons níveis de pressão arterial, enquanto o oposto deixa o organismo constantemente cansado e em estado de atenção, o que aumenta os índices de pressão sanguínea.
  • - Conserva a memória.
    As pessoas que dormem melhor possuem maiores chances de absorver aquilo que aprenderam e viveram naquele dia, pois é durante o sono que o cérebro decide quais são as informações úteis que devem ser armazenadas pela memória e as supérfluas, que devem ser esquecidas. Por essa razão, aqueles que dormem pouco ou mal provavelmente irão apresentar dificuldades em lembrar até mesmo de eventos simples e cotidianos.
  • Além de considerarmos a quantidade de sono, a qualidade também deve ser sempre lembrada. Em relação aos brasileiros, a média de horas dormidas diminuiu nos últimos anos para sete horas por noite, principalmente em razão da vida agitada das cidades, do trânsito e de problemas pessoais e financeiros. Portanto, já que a quantidade de sono está constantemente diminuindo, é importante trabalhar na qualidade desse sono para evitar o surgimento de problemas de saúde e cansaço.

Depressão: causas, sintomas e tratamentos

A depressão é uma doença muitas vezes subestimada e não levada a sério por quem a tem ou pelos familiares e amigos que fazem parte da convivência da pessoa que está depressiva. Por ser um estado psíquico, muitas vezes a pessoa que passa por essa patologia demora a entender que precisa de ajuda, e consequentemente, a procura quando está em um estado mais avançado da doença.


Antes de tudo, é importante saber distinguir a depressão e a tristeza passageira. A primeira, consegue afetar o estado psicológico da pessoa por mais de 15 dias, de uma forma contínua. A tristeza, por sua vez, é marcada por momentos e fases menos felizes, porém pontuais que acontecem na vida de todo ser humano. Nesse caso, a pessoa que passa por um momento de tristeza consegue reagir e mudar seu sentimento quando uma situação agradável lhe acontece, ao contrário da depressão, que deixa presente um estado de tristeza contínuo na rotina.


Causas


A causa da depressão é, basicamente, um conjunto de alterações químicas nos neurotransmissores, onde algumas substâncias como serotonina, noradrenalina e dopamina, que são responsáveis pelos estímulos nervosos, são encontradas em menor escala.


As causas e tipos da depressão variam de pessoa para pessoa. A depressão vem de um fator genético, ou seja, há quem já tenha nascido com uma pré-disposição à doença e em determinado momento da vida em que esteja mais propenso, pode desenvolvê-la.


Segundo especialistas, as pessoas pré-dispostas desencadeiam a depressão em situações de vulnerabilidade, como no pós-parto, na chegada de velhice, quando passam por situações estressantes na rotina, na menopausa, entre outras.


Sintomas


A pessoa depressiva apresenta diversos sinais, que podem ser combinados entre: irritabilidade, ansiedade e angústia constantes, desânimo, incapacidade de se sentir feliz ou alegre, desinteresse, apatia, insegurança, medo, indecisão, falta de vontade, pessimismo, sentimento de inutilidade, culpa, baixa autoestima, insônia, perda de apetite, diminuição da libido, ganho ou perda de peso, interpretação negativa constante da realidade, além de dificuldades para concentrar-se e esquecimento.


Em alguns casos mais avançados, o paciente depressivo também pode apresentar vontade e mencionar suicídio, planejando-o constantemente e, em casos ainda mais avançados, podem haver tentativas de acabar com a própria vida.


É importante frisar que os sintomas são um alerta e que, ao notar a apresentação constante de tais sinais, deve-se procurar um médico para o tratamento adequado.


Tratamento


Ao avaliar os exames necessários, o profissional deve avaliar o nível de depressão do paciente e apresentar o tratamento adequado, que pode ser apenas terapia ou remédios antidepressivos.


Outros tratamentos paralelos também atenuam e ajudam no processo de cura, como a prática regular de exercícios físicos, praticar alguma atividade em grupo ou sozinho, cultivar um hobby e até a convivência com animais de estimação. Lembrando que é sempre indicada e necessária a consulta ao médico para que o melhor e mais eficaz tratamento seja aplicado.

Ref image: http://hypescience.com/descoberto-anticorpo-que-sufoca-o-virus-da-dengue/

Dengue ou gripe: saiba diferenciar

Nosso organismo é muito suscetível às mudanças repentinas de temperatura, além da baixa umidade do ar e o acúmulo de poluição em grandes centros urbanos. A combinação desses fatores faz com que fiquemos pré-dispostos a pegar uma gripe ou um resfriado. E nesse período de chuvas, o acúmulo de água em calhas, pneus ou vasos e outros atrai outro mal: o mosquito transmissor da dengue.


Dengue e gripe são doenças causadas por vírus e alguns sintomas comuns em ambas pode causar confusão e um diagnóstico equivocado. O tratamento de cada virose é único e diante de sintomas como, por exemplo, a febre alta, como saber qual é o diagnóstico?


É importante você saber que não existe tosse, dor de garganta e espirro no paciente que está com dengue. Quem é afetado pelo vírus da dengue apresenta dor no fundo dos olhos e vermelhidão na região do peitoral. Já o paciente com gripe é mais atingido na região da traqueia e do pulmão.


Saiba diferenciar bem cada uma das doenças através dos sintomas que elas causam.


Os sintomas da gripe:
A gripe surge do nada e geralmente acomete o paciente com uma febre alta, superior a 38ºC. Logo aparecem outros sintomas como dores de cabeça, fraqueza, mal estar, coriza, dor de garganta e tosse. E algumas complicações em decorrência da gripe podem surgir, como por exemplo: pneumonia, sinusite, otite e bronquite.


Os sintomas da dengue:
A dengue pode ser caracterizada em dois tipos: clássica e hemorrágica. Na dengue clássica o paciente apresenta no seu quadro febre alta que surge repentinamente, fortes dores de cabeça, dores atrás dos olhos – que ficam mais intensas ao mexê-los, ausência de paladar e apetite, manchas e erupções na pele, náuseas e vômitos, tonturas, muito cansaço, moleza, dores no corpo e dores nos ossos e articulações.


Já na dengue hemorrágica o quadro clínico apresenta: dores abdominais fortes e contínuas, vômitos, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência.


É importante ressaltar que diante do aparecimento de qualquer sintoma faz-se necessário procurar um médico. A automedicação pode ser prejudicial e não é recomendada.

Doação de órgãos

A doação de órgãos é uma prática de solidariedade e amor ao próximo ainda pouco compreendida por muitos brasileiros, que não entendem exatamente como essa doação funciona ou o que é necessário fazer para se tornar um doador.


Segundo a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), no ano de 2014 foram realizados 7.898 transplantes no Brasil, 3% a mais do que no ano anterior. Apesar desse aumento, o número de brasileiros que são doadores de órgãos ainda não atingiu a meta proposta pela Organização Mundial da Saúde, que seria de 20 doadores a cada um milhão de habitantes.


A doação de alguns órgãos e tecidos como o rim, parte do fígado e a médula óssea podem ser feitas ainda durante a vida para pacientes que possuam compatibilidade comprovada através de testes e exames com o doador. Para esse tipo de doação, os requisitos necessários são:


- Passar por uma avaliação médica que comprove que o doador em potencial apresenta condições de saúde adequadas.
- Doar um órgão ou tecido que não venha a comprometer a saúde do doador após o transplante. Isso acontece, por exemplo, com a doação de um dos rins, por serem dois, ou com parte do fígado, pois esse órgão é capaz de se regenerar com o tempo.
- Possuir um parentesco de até quarto grau ou ser casado (a) com o paciente que receberá o transplante. Caso não existam vínculos entre o doador e o receptor, a doação só poderá ser realizada através de uma autorização judicial.


Já outros órgãos como o coração, o pulmão e o fígado só podem ser doados após a confirmação pelos médicos da morte encefálica do doador em potencial. Nessa situação, as exigências ao transplante são:


- Possuir identificação e um registro hospitalar.
- Ter a causa da morte estabelecida e comprovada, sendo necessário que o doador não sofra de hipotensão arterial e também não esteja sobre o efeito de drogas que afetem o Sistema Nervoso.
- Realizar exames neurológicos que estabeleçam o estado em que se encontra o tronco cerebral e que comprovem a morte encefálica.
- Autorização da família para a doação.


Entre esses requisitos, o principal a ser estabelecido por aqueles que querem doar seus órgãos após a morte é comunicar a família sobre esse desejo, pois são os familiares que detém o direito de autorizar os médicos sobre a doação e, sem o consentimento dos mesmos, não é possível dar continuidade ao transplante.


Ref imagem: http://circuitomt.com.br/editorias/brasil/62562-cresce-doacao-de-orgaos-no-brasil-mas-rejeicao-ainda-e-grande.html