Principais doenças causadas pela obesidade

Nas últimas décadas, a obesidade se tornou um tema amplamente discutido em âmbito global, devido ao crescente número de portadores dessa condição e dos males que ela pode ocasionar. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que uma em cada três pessoas esteja acima do peso no planeta, e as maiores causas do problema estão na má alimentação e na adoção de um estilo de vida sedentário.

Atualmente, pesquisas e estudos realizados sobre essa questão apontam que as taxas de mortalidade entre os obesos são bem superiores as pessoas que estão em sua faixa de peso ideal. Isso acontece pois o excesso de gordura no corpo humano tem o potencial de agravar problemas de saúde e gerar uma série de doenças físicas e psicológicas, como as que veremos a seguir.

Hipertensão – Os indivíduos que sofrem de obesidade possuem maiores chances de terem seus vasos sanguíneos comprimidos em razão principalmente do consumo excessivo de alimentos que fazem mal à saúde. Essa compressão dos vasos é o que resulta na pressão alta.

Hipertrofia Ventricular – É uma doença cardíaca, ocasionada pelo aumento do músculo do coração. Essa patologia atinge aos obesos pois o coração dessas pessoas precisa trabalhar mais do que deveria para sustentar seu peso e a estrutura corporal.

Apnéia – É uma doença séria que gera paradas respiratórias involuntários enquanto os indivíduos obesos estão dormindo. Isso ocorre pois essas pessoas possuem excessos de gordura nas áreas do pescoço e do tronco, o que dificulta a respiração e ocasiona um fechamento repentino da faringe.

Depressão – Portadores de obesidade possuem uma tendência mais elevada de desenvolverem um quadro depressivo em função de sua autoestima baixa que os torna inseguros em relação ao próprio corpo e atrapalham as relações sociais e pessoais.

Diabetes do tipo 2 – Apesar da diabetes ser, em muitos casos, causada por fatores genéticos, a doença também afeta mais facilmente as pessoas que estão acima do peso. Isso acontece porque o excesso de peso causa uma resistência do organismo à insulina, que é o hormônio responsável pela regulação dos níveis de glicose. Sem que haja essa regulação, as chances de desenvolver a diabetes do tipo 2 crescem consideravelmente.

Tratamento

O modo mais simples e natural de combater a obesidade é através da adoção de práticas saudáveis que incluem a ingestão de alimentos benéficos à saúde e a realização de exercícios físicos.

Em alguns casos, os médicos podem solicitar o uso de remédios, porém, estes devem ser utilizados temporariamente e apenas sob recomendação médica pois os efeitos colaterais são graves como por exemplo, o aumento da pressão sanguínea, insônia e arritmia cardíacas.

Saiba quais são as alergias alimentares mais frequentes.

A alergia alimentar é causada por uma reação adversa do sistema imunológico que, ao tentar se defender após a ingestão de um determinado alimento, acaba resultando em uma série de sintomas e na doença em si. De forma simplificada, a alergia alimentar pode ser definida como uma resposta do organismo à alguma substância presente no alimento ingerido que é identificada como ameaça e precisa ser repelida.


Essa doença atinge cerca de 8% das crianças com idade inferior aos três anos e quase 3% dos adultos. Entre os fatores que aumentam o risco de apresentar a doença estão a predisposição genética, pois mais de 50% dos pacientes com alergia alimentar diagnosticada possuem a alergia em seu histórico familiar, as falhas dos mecanismos de defesa e a permeabilidade do sistema digestivo.


Principais alimentos causadores de alergia alimentar


  • 1. Leite – O leite de vaca é um dos maiores responsáveis pelos casos de alergia alimentar em crianças durante a primeira infância. O mais comum é que as crianças apresentem uma reação tardia ao alimento, entre dois à três dias após o seu consumo.

  • 2. Ovo – A proteína do ovo, conhecida como albumina, e a clara estão entre os maiores causadores de reação alérgica.

  • 3. Trigo, aveia e centeio – Esses cereais também apresentam elevados índices de alergia alimentar em crianças.

  • 4. Frutos do mar – Alimentos como caranguejo, camarão e lagosta são geralmente os que provocam reações alérgicas mais severas.

  • 5. Aditivos alimentares – Conhecidos como os corantes e conservantes, são muito utilizados em vários tipos de alimentos e bebidas como cervejas, vinhos e comidas congeladas em geral.


Sintomas

Os sintomas mais comuns da alergia alimentar são reações epidérmicas como inchaços, coceiras e urticária e reações no sistema digestivo como disenteria, dores abdominais e vômito. Também é possível, apesar de mais incomum, o desencadeamento de alguns sintomas respiratórios como tosses, chiados no peito e rouquidão.


Tratamento e a Diagnóstico

O primeiro passo no combate à alergia alimentar é descobrir o diagnóstico correto. Isso só é possível através de avaliações clínicas que incluem testes alérgicos e exames de sangue específicos para pesquisar a origem daquela alergia.


Após a identificação do alimento ou substância causadora da reação alérgica, a única solução é afastá-lo completamente da dieta alimentar do paciente. Não existe cura ou um remédio distinto para tratar a alergia alimentar. O uso de medicamentos só deve ser feito sob indicação médica em casos de crise após a ingestão do alimento causador da alergia. Nos demais casos, o ideal é excluir esse alimento ou substância do consumo por completo.

Hipertensão arterial: principais causas

A hipertensão arterial é uma doença silenciosa e que afeta uma quantidade enorme de pessoas em todo o mundo. Para se ter uma ideia dessa dimensão, somente no Brasil uma em cada três pessoas adultas sofrem com a hipertensão arterial em algum de seus estágios.

A doença é caracterizada pelo aumento da tensão no sangue que corre pelas artérias, pois essas começam a apresentar algum tipo de resistência que afeta sua capacidade de contrair e dilatar. Muitas vezes a doença é acompanhada de outras síndromes metabólicas como o diabetes, a insuficiência renal e a obesidade.

O diagnóstico pode ser feito por meio do acompanhamento e medição da pressão arterial. Quando a pressão sistólica (criada pela pressão sobre as artérias no momento em que o coração se contrai) for maior que 140 mmHg (milímetros de mercúrio) e a diastólica (pressão gerada quando o coração está em repouso) for maior que 90 mmHg, pode-se considerar que o paciente sofre de hipertensão arterial.

Principais causas

Existem diversas condições que podem levar uma pessoa a sofrer com a pressão alta – nome popularmente atrelado à doença – entre eles o fator genético é o mais presente, pois em quase 90% dos casos a doença é herdada dos pais.

Outros fatores de risco também podem desencadear a doença, entre eles estão: o fumo, o consumo de bebidas alcoólicas, o consumo em excesso de sal, a falta de atividade física (sedentarismo), a obesidade, o estresse e o sono inadequado.

A hipertensão arterial também pode ser desencadeada por alterações na tireoide (hipertireoidismo ou hipotireoidismo). A idade do paciente também pode aumentar o risco da doença, já que com o passar dos anos as artérias perdem naturalmente a capacidade de se dilatar, pois se tornam envelhecidas e calcificadas. Assim, grande parte da população acima dos 60 anos sofre ou pode vir a sofrer com a doença.

Tratamentos

Infelizmente a hipertensão arterial é uma doença que não possui cura, mas pode ser tratada permitindo ao paciente levar uma vida normal. Em alguns casos pode ser necessário o uso de medicamentos, que devem ser ingeridos conforme orientação médica. Mesmo assim, manter um estilo de vida saudável ainda é o melhor tratamento para quem sofre da doença.

Para isso é preciso manter uma alimentação balanceada, manter o peso controlado, praticar atividades físicas regularmente, evitar alimentos ricos em gordura e abandonar de vez vícios como o álcool e o fumo.

Evitar o estresse também é importante, para isso é interessante procurar aproveitar ao máximo os momentos de lazer e também dedicar algum tempo a fazer coisas que proporcionam prazer como ler um livro ou fazer uma viagem.

Tabagismo: o pior inimigo da sua saúde

Os produtos derivados do tabaco como o cigarro e o charuto estão entre os produtos mais comercializados em todo o mundo. De acordo com estudos realizados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), estima-se que quase um terço de toda a população adulta em todo o mundo é fumante, sendo maior essa concentração em países desenvolvidos. Nesse montante não são considerados os chamados “fumantes passivos”, pessoas expostas a fumaça do cigarro e que estão sujeitas a todos os riscos que os fumantes ativos são expostos.

O que muitas dessas pessoas sabem, porém ignoram, é que o tabagismo é um hábito altamente nocivo à saúde, pois em um único cigarro é possível encontrar mais de 4.700 substâncias tóxicas extremamente perigosas. A nicotina é a grande vilã dessa história, pois, além de causar dependência química e psicológica, é responsável por uma série de danos ao organismo, que vão desde pequenas complicações até mesmo o câncer.

Estima-se que no Brasil cerca de 200 mil pessoas morrem por ano em decorrência do tabagismo (ativo ou passivo), sendo quase 30 mil mortes devido ao câncer de pulmão. Além disso, quem fuma está passível a desenvolver uma série de outras complicações como doenças cardiovasculares, infartos, doenças respiratórias, tromboses, derrame cerebral, úlceras e cataratas.

Mulheres que fumam durante a gravidez também estão propensas a ter complicações na gestação e partos de risco, pois devido à característica vasoconstritora da nicotina, ocorre a redução do fluxo sanguíneo pelo cordão umbilical, fazendo com que o bebê receba uma menor quantidade de nutrientes e oxigênio que o necessário para o seu desenvolvimento.

Ainda falando sobre fertilidade, a impotência sexual também é um problema bastante frequente entre os homens fumantes. Além disso, as substâncias tóxicas presentes na fumaça do cigarro podem causar a deformação dos espermatozoides, causando infertilidade.

Quem fuma também está propenso a uma série de doenças bucais, algumas delas de consequências terríveis como o câncer de boca e de laringe. Doenças periodontais também são comuns nesses casos, pois o constante contato com a fumaça do cigarro pode causar sérias inflamações nas gengivas, além de perda óssea, causando problemas como o mau hálito e também a perda dos dentes.

Pare de fumar e salve sua vida

Deixar o cigarro não é uma tarefa simples, mas, felizmente, milhares de pessoas conseguem se livrar desse terrível hábito todos os dias. Um dos maiores obstáculos é vencer a dependência da nicotina, pois nos primeiros dias o fumante pode sofrer crises de abstinência devido à falta dessa substância em seu organismo.

Existem dezenas de métodos úteis nos momentos mais críticos, como os adesivos de nicotina e os cigarros eletrônicos, que não possuem substâncias tóxicas. O importante é ter persistência e não desistir nunca, pois quanto antes uma pessoa deixa de fumar, menor é o risco de contrair doenças graves.